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Perfect Housewife à Porto



Domingo, 21.10.12

Gravidez e a obsessão do 'tempo útil de fertilidade'


Aos poucos e poucos lá vou tendo um encontrão ou outro com esta realidade... é uma discussão muito acesa e pertinente!

Por um lado temos a Mulher Jovem que sempre sonhou ser mamã, afirma até ter nascido para a função e sonhar acordada com o momento! Por outro temos Mulheres Modernas que dizem querer atingir uma espécie de auto-realização, estabilidade financeira, casa, carro e viajar pelo Mundo fora, de modo a poderem depois se entregar sem arrependimentos às necessidades dos filhos! ...Não é um debate que eu domine, mas muitas vezes me arrasta pois tenho só 24 aninhos (uma menina ainda) e no entanto tenho já a minha família e responsabilidades diferentes... logo, é natural procurarem a minha opinião!E esta é até bastante simples: os seres humanos não são nenhuma equação matemática na qual ao alterar o factor 'idade' o resultado dê 'apto' ou 'não apto' para se ser mãe!

Irrita-me solenemente pessoas amigas e por quem nutro admiração e simpatia serem postas em 'cheque' por elas próprias! Eu entendo que aos 35 anos o relógio biológico comece a despertar e pode ser até demasiado ruidoso para se ignorar... sei também o que a ciência diz sobre uma gravidez tardia e os seus riscos...mas o que é que isso interessa?O acto de se ter um filho não pode ser tão leviano assim. Chego até a considerar egoísmo da parte da mãe pensar em ter um filho porque 'está a ficar velha'!Para não falar que se achamos que nos falta algo na nossa vida ou casamento, a solução deve de partir de nós, pois um filho nunca que irá preencher nada nem muito menos fazer reacender a 'velha' chama da relação.Idealmente, devemo-nos encontrar num ponto de equilibrio connosco próprios, só assim a gravidez poderá ser gozada e a turbulência dos primeiros meses do bebe ultrapassada (nenhum bebe é igual ao outro, mas há muitos que mamam de 2 em 2 horas, logo, são 12 vezes por dia a chorar para mamar! Junte 9 mudas de fraldas mais cólicas e massagens na barriga e tem uma ideia do que alguns pais passam num dia!). Depois e igualmente importante, devemo-nos encontrar numa relação saudável, estável e na qual sejam dois acaminhar em conjunto rumo ao mesmo destino e não companheiros de viajem até à próxima paragem!

...eu sei que falar é fácil, que o tempo não espera por ninguém, uma mulher que é mãe aos 40 anos vê-se depois aos 50 com uma criança de 10 anos em mãos e há o medo de não se ter energia para os filhos, blá blá blá. Que os vossos pais querem ser avós e que são olhadas de lado pelas mamãs novinhas pois 'acham feio e são é umas gananciosas que só pensam no trabalho e no dinheiro e que um filho se cria bem'... Mas o importante são vocês e o vosso equilíbrio pessoal do vosso relacionamento... os filhos são frutos de uma árvore que deve de ter as raízes bem presas ao chão, deve de ser nutrida e regada diariamente! E eu nunca vi uma árvore virada ao contrário dar certo...

Sejam 'novas' ou 'velhas' a idade não interessa.

Uma mãe é tão velha quanto o seu filho, pois até lá, foi apenas filha!...

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por Alexandra Pereira às 16:38

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